RDC: Ébola já matou 1.801 pessoas e aproxima-se dos 4 mil casos
A epidemia de Ébola que assola a República Democrática do Congo (RDC) continua a avançar, com o número de mortos a subir para 1.801 e os casos confirmados a atingirem 3.973, num dos surtos de crescimento mais rápido registados no país.
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Por: redação
O novo balanço do Ministério da Saúde congolês, com dados actualizados revela uma taxa de letalidade de 45,3%, colocando as autoridades sanitárias perante um cenário de elevada pressão no combate à doença.
Actualmente, 674 doentes estão em isolamento ou hospitalizados, enquanto 776 pessoas já recuperaram da infecção. O rastreio dos contactos dos casos identificados alcança 75,3%.
Apesar de não ter sido registada nova expansão geográfica da doença nas 24 horas anteriores ao último relatório, o Instituto Nacional de Saúde Pública da RDC alerta que a epidemia permanece numa fase de transmissão sustentada, com um elevado nível de circulação do vírus.
O surto, declarado a 15 de maio no leste do país, já atingiu cinco províncias: Ituri, epicentro da epidemia, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo.
A situação preocupa particularmente as autoridades devido à velocidade de propagação das infecções. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), este é o 17.º surto de Ébola na RDC e apresenta o crescimento mais rápido de casos em comparação com os anteriores registados no país.
O actual surto é provocado pela estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade pode variar entre 30% e 50%. Para esta variante, segundo a OMS, não existe actualmente vacina ou tratamento específico autorizado.
A doença é transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e pode provocar febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas, podendo evoluir rapidamente para a morte.
Enquanto a RDC continua a enfrentar a epidemia, o Uganda, país vizinho, declarou-se “livre de Ébola” a 28 de julho, depois de registar 20 casos confirmados, dos quais 15 foram considerados importados da RDC. O país registou duas mortes.
Apesar da gravidade do actual cenário, a epidemia congolesa ainda está distante dos números registados durante o maior surto de Ébola da história, ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016, que provocou aproximadamente 11 mil mortes e 28 mil infecções.
