UM ANO DEPOIS: Paralisação dos taxistas que culminou actos de pilhagem e saques de estabelecimentos comerciais

Faz hoje, 28 de julho, um ano desde o início da paralisação dos taxistas que marcou um dos momentos de maior tensão social em Angola nos últimos anos. O protesto, convocado para contestar o aumento do preço dos combustíveis e das tarifas dos transportes, rapidamente deu lugar a episódios de violência, vandalismo e saques que se prolongaram por três dias, entre 28, 29 e 30 de julho de 2025.


Por: redação

Na manhã de 28 de julho de 2025, recorde-se, milhares de taxistas aderiram à paralisação em Luanda e noutras províncias do país, condicionando a circulação de trabalhadores, estudantes e demais cidadãos.
Ao longo daquele dia, a manifestação foi perdendo o seu carácter pacífico, dando lugar a distúrbios em vários pontos da capital. Diversos estabelecimentos comerciais foram vandalizados e saqueados, enquanto viaturas públicas e privadas foram destruídas.

Segundo o balanço divulgado na altura pela Polícia Nacional, centenas de pessoas foram detidas durante os três dias de tumultos por alegado envolvimento em actos de vandalismo, pilhagem e desordem pública. As autoridades registaram igualmente mortos, feridos e elevados prejuízos materiais, tornando este um dos episódios de maior impacto na ordem pública dos últimos anos.

Um ano depois, os acontecimentos de 28, 29 e 30 de julho de 2025 continuam presentes na memória dos angolanos, sendo recordados como um período que expôs as tensões sociais e económicas vividas no país.

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