UNITA apresenta queixa-crime contra chefias policiais após incidentes no Uíge

A União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) apresentou uma queixa-crime contra responsáveis da Polícia Nacional que, segundo o partido, estiveram envolvidos nos incidentes ocorridos no dia 8 de Agosto, na província do Uíge, durante as comemorações dedicadas ao fundador do partido, Jonas Savimbi.


Por: redação

A informação foi avançada durante uma conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, 20, em que a direcção da UNITA acusou a Polícia de ter impedido a realização de um comício previamente comunicado às autoridades e de ter recorrido a armas de fogo contra militantes do partido.

Segundo os maninhos, entre os visados no processo estão o comandante provincial da Polícia Nacional no Uíge, Ernesto Hayamunye, e outros responsáveis policiais que, de acordo com o partido, participaram na operação. A formação política incluiu igualmente no processo o governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, a quem atribui responsabilidade política pelos acontecimentos.

A UNITA sustenta que não houve confronto entre os seus militantes e a Polícia, afirmando que os seus membros foram atacados quando participavam em actividades políticas. O partido denuncia ainda a invasão do seu Secretariado Provincial no Uíge, alegadamente sem mandado judicial, e afirma ter aberto um processo específico sobre o caso.

Além da iniciativa judicial em Angola, a UNITA afirma ter comunicado o caso, 48 horas depois dos acontecimentos, aos mecanismos das Nações Unidas, acompanhando a denúncia com provas que, segundo o partido, incluem vídeos, fotografias e testemunhos.

A formação política considera que os acontecimentos configuram violações de direitos humanos e políticos, alegando o uso de armas de fogo pela Polícia contra civis. A UNITA acusa ainda as autoridades de terem adoptado uma actuação parcial, alegando que a Polícia impôs restrições às actividades do partido enquanto permitia, simultaneamente, actividades políticas do MPLA nas mesmas zonas.

Na conferência de imprensa, o maior partido na oposição acusou o MPLA de ter ocupado espaços públicos com bandeiras e realizado actividades paralelas durante o período das comemorações da UNITA no Uíge.

O partido liderado por Adalberto Costa Junior afirma que essas iniciativas tiveram como objectivo perturbar a sua agenda política e criar um ambiente de tensão na província. O partido sustenta ainda que as actividades promovidas pelo MPLA não terão alcançado a adesão esperada, alegando que a UNITA conseguiu mobilizar milhares de cidadãos.

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