Sapalo António defende “verdadeira democracia” e o fim da centralização política em Angola
O coordenador geral do projecto político Partido pela Verdade e Estabilidade para o Desenvolvimento (PVED), Sapalo António, reafirmou o compromisso da sua formação em transformar Angola numa “verdadeira democracia”. As declarações foram feitas à margem da entrega de 1.198 assinaturas suplementares ao Tribunal Constitucional, destinadas a suprir insuficiências nos processos de legalização das províncias do Bengo, Cuando, Cunene e Moxico Leste.
Por: Albino Azer
Para Sapalo António, a maturidade democrática de Angola passa, obrigatoriamente, pela eleição directa de governadores e administradores, rompendo com o atual modelo de nomeações centralizadas.
“Conquistamos a independência em 1975 e, enquanto no mundo democrático os governantes locais são eleitos, na nossa realidade continuamos com a centralização. Isso não corresponde às aspirações democráticas, económicas e sociais do povo”, sublinhou o líder do PVED.
O partido recusa qualquer colaboração com figuras associadas à corrupção ou que vejam a política como meio de enriquecimento pessoal.
Alianças, de acordo com Sapalo, só serão firmadas com forças que coloquem “Angola em primeiro lugar” e que partilhem da visão de estabilidade e desenvolvimento.
“Aqueles que corresponderem a nossa linha ideológica de centro numa perspectiva verdadeira para estabilidade da Angola e por conseguir o seu desenvolvimento esses poderemos de facto, juntos elaborarmos acordos aprovarmos acordos para o bem da Angola”, destacou o coordenador.
Sapalo António acredita que o eleitorado angolano está pronto para uma ruptura com o passado, incentivando a aposta em “novas caras e novas ideias” para alinhar o país com as melhores práticas internacionais.
“É preciso os angolanos experimentarem novas caras, novas ideias, novas pessoas para vermos até que ponto Angola vai se adequar a outras realidades políticas, econômicas e sócias do mundo”, disse.
O líder político terminou com uma mensagem de confiança para o futuro embate eleitoral, distinguindo a postura do seu partido perante o sufrágio.
“Nós não vamos concorrer, nós vamos competir. A mudança é com o PVED”, reforçou.
