Cuanza Sul: Suposto caso de “roubo de órgãos genitais” gera tensão no Waku Kungo, polícia diz não existe, Soba diz que é real
Alegado caso de roubo de órgãos genitais envolvendo uma mulher gerou forte agitação social no município do Waku Kungo, província do Cuanza Sul, no início desta semana. Segundo uma fonte que não quis ser identificada a suspeita foi acusada por populares de praticar supostos actos de extração de órgãos genitais de uma criança de 5 anos para fins de comercialização ilegal.
Por: redação
De acordo com relatos postos a circular na comunidade, órgãos genitais masculinos estariam a ser vendidos por até 6.000.000 kz (seis milhões de kwanzas), enquanto seios femininos seriam comercializados por um milhão de kwanzas.
A fonte conta que a mulher acabou agredida por populares enfurecidos antes de ser encaminhada às autoridades policiais no comando municipal do Waku Kungo.
Sem gravar entrevista, uma fonte ligada ao comando municipal da Polícia Nacional no Waku Kungo afirmou que, até ao momento, não há registo de qualquer vítima com desaparecimento de órgãos genitais ou seios.
A mesma fonte confirmou ainda a detenção de dois jovens envolvidos nas agressões contra a mulher, que já estariam a ser ouvidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A polícia considera o caso como resultado de informações falsas e alarmismo social.
“Não apareceu ninguém com órgãos genitais ou seios desaparecidos. Os dois jovens que agrediram a senhora já estão detidos e a ser ouvidos pela PGR. Foi um caso constrangedor”, disse a fonte policial.
Por outro lado, o soba conhecido por “Gasolina” afirmou que o caso aconteceu realmente e acusou supostos grupos organizados de praticarem tais actos no município.
Segundo a autoridade tradicional, a situação teria começado na manhã do pretérito domingo e envolvido indivíduos congoleses conhecidos como “langas”. O soba alegou ainda que a vítima de 5 anos de idade recuperaria os órgãos, mas ficariam impossibilitada de ter filhos futuramente.
O líder tradicional aproveitou igualmente para criticar a limitação dos poderes das autoridades tradicionais, alegando falta de autonomia para agir diante de casos de insegurança e criminalidade no município.
