Luanda: Juventude mobiliza-se para alternância política em 2027 no discurso à Nação
Os líderes dos movimentos cívicos Fazemos, Todos e Movimento Social para Mudança (MSM) dirigiram, nesta quarta-feira, 27 de Maio, em Luanda, uma mensagem à nação, apelando à mobilização da juventude em defesa da dignidade social e da mudança política nas eleições gerais de 2027.
Por: Albino Azer
A iniciativa aconteceu no âmbito do “Encontro da Juventude pelo Resgate da Pátria”, realizado no Anfiteatro da Igreja Católica de São Paulo, em Luanda, e reuniu mais de 500 jovens.
Na sua intervenção a partir dos Estados Unidos da América (EUA), via Zoom, Nelson Dembo conhecido como “Gangster”, presidente do Movimento Cívico Todos (MCT), destacou o papel da juventude na transformação política do país. “Nós temos um desafio e o desafio da juventude é tirar o MPLA do poder”, afirmou.
Por sua vez, Tanaice Neutro, presidente do Movimento Cívico Fazemos, defendeu que a meta para 2027 passa pela concretização da alternância política.
“Em 2027 é votou, sentou. Já não é momento de lamentar, temos de partir para a acção”, apelou.
O responsável esclareceu ainda que o encontro não constitui preparação para qualquer tentativa de golpe de Estado, mas sim um espaço de mobilização cívica e consciencialização política da juventude.
Já Francisco Teixeira, presidente do Movimento Social para Mudança (MSM), afirmou que a iniciativa visa defender “os valores da pátria, a dignidade do povo e o futuro de Angola”.
“O tempo é de união, coragem e participação activa na construção de uma nação mais justa, forte e próspera para todos”, declarou.
Durante a sua intervenção, Francisco Teixeira sublinhou que as principais preocupações da juventude estão ligadas às condições sociais básicas.
“Nós temos fome, sim. A nossa fome é de luz, educação e dignidade”, afirmou.
O líder do MSM incentivou ainda os jovens a permanecerem no país e a participarem activamente na luta pelos seus direitos.
“Não fogem mais do país, a luta deve ser feita aqui no país”, desafiou.
Teixeira concluiu defendendo maior envolvimento da juventude nos processos de transformação social e política.
“Estamos a lutar pelos nossos direitos e se nós não lutarmos ninguém vai fazer por nós”, frisou.
O encontro contou também a as presenças de Simão Formiga, Presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Alexandre Barros da A Mbaia e outras individualidades.
