Julgamento do PCA da Konda Marta retoma esta sexta-feira no tribunal de Luanda
O julgamento do Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Konda Marta, Daniel Afonso Neto, retoma esta sexta-feira, 6 de novembro, no Tribunal da Comarca de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina, na 5.ª Secção, naquela que será a quarta sessão do processo-crime em que o empresário responde por alegados crimes de calúnia, difamação e incitação à violência.
Por: Redação
O processo foi movido na sequência de queixas apresentadas por Eugénio César Laborinho, antigo ministro do Interior, Rui Fernandes Lopes Afonso, Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário, antigo comandante da Polícia em Talatona, Rui Duarte e António Altino Sawanga, presidente do MOVANGOLA.
Na véspera do regresso ao tribunal, Daniel Neto manifestou confiança no desfecho do processo, assegurando que está disponível para colaborar com as autoridades judiciais e que acredita nos mecanismos da justiça para o esclarecimento dos factos.
“Nós estamos aqui para colaborar com a justiça”, afirmou o responsável da Konda Marta.
O empresário acrescentou que está sereno e confiante de que a verdade será apurada durante o julgamento.
“O tribunal tem mecanismos suficientes para ver quem está a falar a verdade e quem está a mentir. Estamos serenos, não cometemos nenhum crime”, declarou Daniel Neto.
Refira-se que o conflito em torno dos terrenos da Konda Marta tem raízes em 1992, ano em que, segundo Daniel Afonso Neto, a cidadã Konda Marta venceu um concurso público promovido pelo então Ministério da Agricultura e Florestas para a exploração de uma vasta área localizada na zona do 11 de Novembro, em Luanda.
Na sequência desse processo, Konda Marta e Daniel Afonso Neto decidiram constituir uma sociedade comercial, registada no Diário da República, III Série, n.º 180/2018, com actividades ligadas, entre outras áreas, à cedência e ao loteamento de terrenos.
