JÚNIOR MAWETE ACUSADO DE BURLAR UM MILHÃO DE DÓLARES AO EMPRESÁRIO GINGUBINHA EM NEGÓCIO REALIZADO EM 2022
Empresário que mantinha negócios em Angola e na República Democrática do Congo terá deixado de regressar ao território angolano após alegado incumprimento de um acordo milionário com Muanga Lovis Bernardo Numbimi.
O empresário Júnior Mawete, conhecido pelas suas ligações ao mundo empresarial de Angola e da República Democrática do Congo, é apontado numa denúncia como responsável por uma alegada burla de um milhão de dólares norte-americanos ao empresário Muanga Lovis Bernardo Numbimi, conhecido por “Paposo” ou “Gingubinha”, no âmbito de um negócio realizado em 2022.
Segundo as informações apresentadas à nossa redacção, Mawete terá recorrido à sua influência e à rede de contactos empresariais para estabelecer um acordo comercial com Gingubinha, assumindo compromissos que, nunca chegaram a ser cumpridos.
A denúncia sustenta que o empresário terá recebido aproximadamente um milhão de dólares no âmbito da operação, sem concretizar as obrigações assumidas perante o seu parceiro de negócios. Contudo, não foram disponibilizados contratos, comprovativos de transferências bancárias ou decisões judiciais que permitam confirmar a alegada burla.
AFASTAMENTO DE ANGOLA LEVANTA QUESTIONAMENTOS
De acordo com a mesma denúncia, Júnior Mawete terá deixado de frequentar Angola após os acontecimentos de 2022, verificando-se também um afastamento das actividades comerciais que anteriormente desenvolvia no país.
As informações recebidas indicam ainda que Mawete se encontrará actualmente na Europa.
A denúncia apresenta igualmente as dificuldades financeiras e problemas familiares do empresário, incluindo um incumprimento de responsabilidades relacionadas com os filhos.
O caso levanta questões sobre a transparência dos acordos comerciais, a responsabilidade dos intervenientes e os mecanismos disponíveis para a recuperação de valores em situações de alegado incumprimento contratual.
