Konda Marta acusa administração do Camama de voltar a orientar demolição do muro no “Complexo Residencial TC Neto”

O Presidente do Conselho da Administração (PCA) da Konda Marta, Daniel Afonso Neto, acusa administração do Camama, em Luanda, de voltar a orientar polícia e agentes da fiscalização para demolição do muro de vedação do terreno onde foi lançada no pretérito sábado, 16, a primeira fase de construção do “Complexo Residencial TC Neto”, projecto habitacional que prevê beneficiar mais de quinhentas famílias das mais de mil controladas pela empresa.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Por: redação

Em declarações à imprensa, nesta terça-feira, 19, após novas demolições, o responsável afirmou que o conflito fundiário que perdura há já uma década, tem, por outro lado, motivações políticas. Para Neto, o partido que governa o país há 50 anos, não está interessado com o bem-estar da população.

 

“Com esse partido aqui pode se mudar cinquenta, sessenta presidentes nada vai mudar na vida dos angolanos, mas você já viu um cidadão que é militar, defende a soberania nacional, está aqui a defender a população, mas como eles tudo é para eles, eles só gostam de Angola não gostam dos angolanos, então o problema e esse”, apontou Daniel Neto em tom de insatisfação.

 

De acordo ainda com o empresário, os actuais administradores municipais têm como objectivo único “usurpar terrenos” em detrimento da defesa dos direitos do pacato cidadão.

 

“No MPLA é assim, todos os administradores que veem o objetivo  é ver se tem terreno ou se não tem terreno. Vai em Cacuaco é administração  vai em Viana é administração vai no Belas é administração. Todos os municípios a própria administração que foi indicada para defender os interesses do povo é que vai contra a população”, acusou sublinhando que no local, os fiscais devidamente protegidos por agentes da Polícia Nacional lançaram gás lacrimogêneo, facto que terá deixado, segundo afirma, inconsciente várias camponesas. “Voltaram a atirar as bombas nas senhoras só para partir o muro do terreno, primeiro disse que havia alguém que esta a reivindicar o chefe da fiscalização já vinha com um documento que esta em nome de uma senhora que o ultimo nome termina com Prado, que deve ser da família Serafim de Prado”, sublinhou.

 

A Konda Marta afirma que tem em posse a Licença de Construção emitida recentemente pelo Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL).Daniel Afonso lamenta, por isso, o que considera de falta de justiça e humanismo dos governantes angolanos.

 

“Como são mesmo eles que estão no poder não querem que esse povo tenha uma casa. Semana passada destruíram uma casa antes do lançamento. E nós Pagamos trinta milhões de Kwanzas na administração só para um parecer técnico mesmo tendo toda a documentação a nível da empresa”, lamentou acrescentando que os invasores têm como licenças de construção agentes da ordem pública.

 

“Aqui nunca houve uma obra com licença, licença é policia quando acham que eles querem construir, a administração é só escrever para o comandante geral juntam militares amedrontam e intoxicam e  acabam fazendo as obras e nós que estamos a seguir as normas  pensam que estamos a desafiar com a administração”, explicou .

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *