Pingos de Arvoredos inicia entrega de certificados e explica atraso que afectou estudantes durante mais de dois anos
A direcção do Instituto Técnico Privado de Saúde Pingos de Arvoredos anuncia o início do processo de entrega de certificados aos estudantes finalistas que aguardavam há mais de dois anos pela documentação académica. A informação foi avançada pela directora da instituição, Violina Mota, durante uma conferência de imprensa realizada nesta sexta-feira, 5 de junho, no Zango 1, município do Calumbo, província do Icolo e Bengo num encontro com profissionais da comunicação social que visou esclarecer supostas acusações de burla e atraso na entrega dos documentos.
Por: redação
Segundo a responsável, os certificados começarão a ser entregues a partir desta segunda-feira, 8, aos alunos que concluíram a formação entre os anos lectivos de 2024-2025.
Durante o encontro com os jornalistas, Violina Mota esclareceu que o processo de certificação depende igualmente das entidades competentes do sector da Educação.
“Quem faz o licenciamento é o Ministério da Educação. Nós temos a licença do curso profissional de saúde”, afirmou.
A directora informou ainda que os formandos poderão dirigir-se à secretaria da instituição para verificar se os seus certificados já se encontram assinados e disponíveis para levantamento.
Numa primeira fase, foram entregues dez certificados, distribuídos entre os cursos de Enfermagem e Análises Clínicas.
“Hoje vamos entregar cinco certificados na área de Enfermagem e cinco em Análises Clínicas”, revelou.
Ao justificar o atraso na emissão dos documentos, Violina Mota apontou dois episódios que, segundo disse, comprometeram o funcionamento normal da instituição.
De acordo com a responsável, a primeira situação ocorreu na sequência de um assalto às instalações do instituto, que resultou na perda do laboratório de Análises Clínicas.
“Fomos sabotados por duas vezes. A primeira vez houve um assalto dentro da instituição, na qual ficámos sem o laboratório de Análises Clínicas. Estamos a restituir tudo e há detidos na comarca”, declarou.
A segunda situação, segundo a directora, esteve relacionada com problemas administrativos após a demissão de dois subdirectores pedagógicos.
“Foram demitidos dois subdirectores pedagógicos e com eles levaram tudo: mini pautas, pautas e termos. Fomos obrigados a refazer quatro anos de trabalho académico dos alunos de 2024-2025”, explicou.
Violina Mota acrescentou que a equipa da instituição trabalhou durante fins-de-semana e feriados para recuperar os registos académicos em falta.
“Perdemos sábados, domingos e abandonámos as nossas famílias para preencher tudo”.
A responsável aproveitou igualmente a ocasião para rejeitar acusações de burla que, segundo afirmou, têm sido dirigidas à instituição.
“Estamos aqui para apresentar provas e justificar que não somos burladores Nunca recebemos 200 mil kwanzas de nenhum aluno em troca de certificados e nunca prometemos nada que estivesse fora do nosso alcance”.
Entretanto, a direcção esclareceu que apenas serão entregues certificados aos estudantes que não possuam pendências financeiras junto da instituição. Segundo Violina Mota, cerca de 70% dos alunos ainda apresentam dívidas relacionadas com projectos finais, pré-projectos, propinas em atraso, honorários de tutores e exames práticos.
No final da conferência, Violina apelou à compreensão dos encarregados de educação e garantiu que medidas foram adoptadas para evitar que situações semelhantes se repitam.
“Alertamos aos encarregados que, caso volte a acontecer tenham calma. Mas prometemos que não voltará a acontecer, porque o gatuno não pode passar pela nossa vida duas vezes”, concluiu.
