PRA-JA exige esclarecimentos sobre falhas da Unitel e defende reforço da segurança das infraestruturas digitais

O PRA-JA Servir Angola exigiu, esta segunda-feira, 3 de Agosto, esclarecimentos das autoridades competentes sobre as causas das falhas registadas nos serviços da Unitel, defendendo o reforço da segurança das infraestruturas digitais e o aumento do investimento no sector tecnológico nacional.

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Por: Albino Azer

A posição foi apresentada pela secretária nacional para a Comunicação e Marketing do partido, Teresa Chambula Manuel, durante a leitura da declaração política alusiva ao sétimo aniversário da formação política. Na ocasião, a dirigente manifestou preocupação com a interrupção dos serviços da operadora, considerando que o incidente afectou milhões de cidadãos, empresas e instituições públicas e privadas em todo o país.

Segundo o PRA-JA, é fundamental que as autoridades prestem um esclarecimento “objectivo” sobre as causas da falha, salientando que a dimensão da ocorrência alimentou especulações e provocou constrangimentos no funcionamento de diversos sectores da vida nacional.

O partido defendeu ainda que o episódio deve servir de reflexão para o reforço do investimento nas infraestruturas tecnológicas do país, com destaque para o ANGOSAT, bem como para a formação de quadros especializados capazes de responder aos actuais desafios tecnológicos.

Na declaração, o PRA-JA advertiu que, numa altura em que as telecomunicações desempenham um papel estratégico no funcionamento da economia e dos serviços públicos, incidentes desta natureza demonstram a necessidade urgente de fortalecer a segurança das infraestruturas digitais e aumentar a capacidade nacional de resposta a ameaças cibernéticas.

A formação política manifestou igualmente solidariedade para com os cidadãos e agentes económicos afectados pelos prejuízos causados pelas falhas da operadora e apelou à realização de uma investigação “rigorosa, transparente e célere”, que permita apurar responsabilidades e adoptar medidas para evitar a repetição de situações semelhantes.

Durante a conferência de imprensa, o partido condenou também os actos de violência ocorridos no dia 1 de Agosto, no município da Galanga, província do Huambo, contra membros da equipa do secretário provincial do PRA-JA, classificando-os como actos de intolerância política incompatíveis com o Estado Democrático de Direito.

Na mesma ocasião, o PRA-JA assinalou o seu sétimo aniversário, destacando que se encontra actualmente organizado nas 21 províncias do país e possui estruturas implantadas em 298 dos 326 municípios, reafirmando o compromisso com a construção de uma Angola mais inclusiva, com melhores serviços públicos, justiça independente e mais oportunidades para a juventude.

Fundado a 2 de Agosto de 2019, o PRA-JA Servir Angola é liderado por Abel Chivukuvuku e afirma-se como uma das principais forças políticas na oposição angolana, defendendo reformas políticas, económicas e institucionais com vista à consolidação da democracia e do desenvolvimento do país.

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